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A modernização dos processos seletivos

A modernização dos processos seletivos

Tenho recebido muitos clientes, de diferentes áreas, níveis e senioridades, cada vez mais preocupados, salientando o aumento das exigências para os processos seletivos.

Ao contrário do que possa parecer, isso não deve ser visto com maus olhos.

Há maior necessidade de preparo e de autoconhecimento, é fato. E, apesar de ainda nos depararmos com muitos recrutadores inexperientes, muitos também estão se especializando e aprimorando o formato de seus processos.

Líderes mais exigentes, mais preparados, estudando gestão de pessoas, entendendo que ser bom apenas tecnicamente não é suficiente, também estão pedindo por mais, mais apoio, mais experiência, processos mais ágeis mas, igualmente mais assertivos.

Atualmente, aliás não é de hoje, o candidato não passa apenas por uma entrevista comportamental e técnica, mas pela apresentação de cases, de propostas, projetos, dimâmicas cada vez mais intensas e intensivas. Há mais fases nos processos, maior concorrência!

Ou seja, o candidato é muito mais solicitado para mostrar como usaria suas competências, na prática, no dia a dia. Quem analisa não quer mais apenas ouvir suas histórias.

Insisto no tema, pois é verdade, quanto mais a pessoa se conhece, melhor entende seus pontos fracos e fortes e melhor concorre. Autoconhecimento, sempre! Nunca isso deixará de ser importante. Pelo menos não enquanto o mundo for feito de seres humanos.

Se você é nervoso, ansioso, tem dificuldade em lidar com ambientes de pressão, já desenvolveu mecanismos para controlar tudo isso, certo?

Se é tímido, já busca se colocar de uma forma mais atuante em um processo. Procurou por cursos e outras formas de falar melhor em público.

Se tem limitações técnicas, buscou cursos, formações, material para aprendizado.

Bom, mas como se preparar para cada parte de um processo seletivo?

Antes o óbvio, conhecer a empresa, a si mesmo e ao perfil buscado; é essencial reforçar os destaques de carreira, listando as competências que foram necessárias para que aquelas conquistas tenham sido alcançadas.

Liste habilidades recentemente adquiridas, pontos fortes, motivos de sáida, o porquê de ter sido promovido (ou até não ter sido) em algum momento. Saiba falar de erros e acertos da mesma forma, com coerência e reconhecendo o que poderia ter feito diferente, melhor...

Conheça bem o que busca em termos de carreira, seus objetivos a curto, médio e longo prazo e esteja ciente do seu valor, não apenas o filosófico, mas o monetário.

Se a entrevista contar com a apresentação de cases, CV em power point, projetos, análise de negócios ou outras questões práticas, busque se informar sobre o tema que desejam conhecer e como ele deve ser abordado, questões que devem ser analisadas e outros itens importantes.

Entenda como será o processo e esteja aberto para mudanças ou alterações sem aviso prévio, elas podem fazer parte do processo, do entendimento de como você lida com cenários diferentes. Esteja preparado para jogos, apresentações em grupo, resolução de problemas e outras técnicas de seleção.

Elabore apresentações de, no máximo, 20 minutos, colocando-se ativamente no processo, usando a primeira pessoa  (gramática) para dizer o que faria e como faria.

Procure quem solicitou a atividade prática e faça perguntas pertinentes ao processo. Nâo vá para uma apŕesentação sem saber o que precisa saber para ter sucesso e fazer o melhor possível.

Pergunte quais os principais pontos que precisa abordar, o local e tempo que terá para isso, recursos áudiovisuais, o que querem entender sobre o processo prático e sobre você, como candidato. Não tenha vergonha de perguntar, o bom recrutador fornecerá de bom grado as informações e saberá até onde pode ir e o que deve ou não ser informado.

Mesmo que seja sua expertise, estude muito sobre o assunto, ensaie, repasse várias vezes a apresentação, corrija erros, corte rebarbas e, principalmente, chame amigos, esposa (o), colegas, quem puder ajudar, para que esta pessoa o avalie (acredite, amigos podem ser mais criteriosos e até mais exigentes do que muitos avaliadores). 

Lembre-se, na hora vai sim bater o nervosismo, por mais "monge" que você seja e, o quanto mais estiver preparado, melhor.

Pense nas diferentes perguntas que podem surgir em cada ponto da sua apresentação, responda mentalmente a elas. Pense sobre suas habilidades e como elas poderão ser perguntadas. 

Esteja o mais preparado possível, até atores maduros ensaiam por meses antes de estreia. Faça o mesmo.

Se não for sua maior expertise, não enrole, estude, desenvolva o material e vá até onde pode, mostrando que vocẽ está disposto a aprender e quais características pessoais usará para isso. Não minta ou enrole! Não invente!

Perguntas inusitadas e inesperadas poderão sim surgir, mas se você estiver bem treinado e ensaiado, conseguirá ter jogo de cintura para responder a qualquer demanda.

O óbvio, mas necessário, alimente-se - mas não de forma pesada - durma bem, reze, ore, faça yoga, vá correr ou qualquer outra coisa que te relaxe... Busque mecanismos para trabalhar com sua ansiedade.

Ao final, você pode fazer perguntas, querer saber mais sobre a condução do processo e sobre os pŕoximos passos. Mas, cuidado para não ser ansioso demais e já perguntar sobre como foi seu desempenho, dê tempo para ser avaliado, com calma. Espere pelo retorno (Ok, ele pode não  ocorrer, eu entendo! Péssimo. Se for assim, siga em frente, colocando a sua energia no que realmente fará a diferença, próximos processos. Não fique na dependência de retornos externos para acreditar em si mesmo! E creia! As empresas estão cada vez mais preocupadas com o famoso feedback!).

Envolva a sua plateia e, principalmente, saia do processo certo de que fez o seu mellhor, O bom avaliador saberá levar em conta as nuances do processo, até mesmo relevar algum nervosismo ou eventual gaguejar, mas será criterioso com a qualidade do seu material, o seu desempenho e conhecimento do tema e, mais ainda, o seu interesse e energia colocados naquele processso. 

Nunca esqueça, não se sai de um processo sem algum aprendizado, sempre se aprende, ainda que seja sobre si mesmo!

Se precisar de ajudar para tudo isso, conte comigo.

Aqui mesmo, no site, eu contro tudo o que posso fazer para te ajudar!

Busque sempre por pessoas que tenham formação téorica, técnica, comportamental e experiência prática para te ajudar! Busque referências sobre o trabalho e credibilidade do profissional! Não contrate aventureiros, Consultoria de Carreira é coisa séria!

#LucianeVecchioConsultora - Se for copiar, dê crédito à autora!

 

Luciane Vecchio

Luciane Vecchio

Psicóloga, Psicanalista, Coach, Especialista em RH, Consultora de Carreira, Orientadora Vocacional.

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