Sinto-me infeliz no meu emprego. O que faço?

E-mail enviado por uma leitora:

“Sinto-me infeliz e chateada no meu emprego. Isso está prejudicando o meu desempenho. Já tentei no pouco tempo livre buscar outro emprego, mas está difícil. Estou andando em círculos? É uma escolha errada me acomodar nesse trabalho por um tempo?”

Resposta: Encarar como difícil apenas fará você colocar uma energia negativa e crenças limitantes para si mesma, entenda esse cenário como desafiador e totalmente possível de ser mudado.

Não existe certo ou errado, existe o que está te fazendo mal, que é o cenário que você apresenta, de infelicidade. O que você acredita que é se acomodar?

Pense com carinho nas questões abaixo, acredito que assim ficará bem claro e você poderá se planejar!

Analise fria e profundamente os motivos dessa insatisfação: é com a área escolhida, a formação, a empresa, o clima de trabalho, a liderança? Mudando de empresa apenas resolveria? Conversar com sua liderança é uma opção, pedir para mudar de área, por exemplo? Você tem colegas com os quais contar que tenham passado por essa situação? Como eles agiram?

Liste prós e contras da situação e do emprego atual, deixando concreto o que é real e o que são fantasias acerca da situação.

Inventário pessoal  

Seja honesta com você mesma: qual o seu papel nessa situação? Qual a parte que lhe cabe? Começar a resolver essa questão por esse item já ajudará bastante.

Reflita também: há maneiras práticas de resolver esse problema?

Consigo estabelecer um plano de ação para tentar recuperar a motivação com a empresa e função atuais?

Apesar de sua insatisfação, veja o lado positivo: buscar emprego estando empregado, a princípio, é mais tranquilo, pois, de alguma maneira as contas estão pagas e esta preocupação você não terá.

Busque networking e pessoas que possam ajudar, por exemplo, revise o seu currículo com um profissional competente, deixe suas redes sociais profissionais bem preenchidas e faça um bom treino de entrevistas.

Currículo é a primeira forma (pelo menos ainda é, até que seja substituído totalmente por ferramentas tecnológicas) com a qual os recrutadores enxergam o seu perfil e tem acesso à carreira que você desenvolveu até o momento.

Liste suas principais competências técnicas e comportamentais, bem como as empresas que você gostaria de trabalhar e como acessá-las.

Busque dicas, artigos, podcasts e informações sobre o mercado e área em que atua, bem como sobre como procurar emprego de maneira assertiva.

Além disso, não procure emprego apenas quando estiver de folga, mas estabeleça horários e os cumpra, diariamente, colocando seu material à disposição das organizações e se fazendo conhecida. Estabeleça novas conexões e mude sua perspectiva com a situação. Reconheça o que o mercado tem solicitado e como você pode se aprimorar.

Sim, exige dedicação e esforço, mas pense que tudo isso você está fazendo por você mesma, mais ninguém. Dedique tempo à sua formação técnica e comportamental, por meio de terapia, coaching e até mesmo pelos diversos cursos gratuitos que a internet oferece.

Diariamente, atendo clientes com a demanda que você apresenta e, sem dúvida, todos eles conseguiram encontrar respostas e mudar. Sendo assim, com você não será diferente! Abrace a mudança, que a felicidade virá!

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Luciane Vecchio
Psicóloga Clínica, Master Coach, Consultora de Carreira, Especialista em RH, Orientadora Vocacional, Colunista de Carreira & Comportamento
CRP: 06/74914

Luciane Vecchio

Autor: Luciane Vecchio

Psicóloga Clínica, Master Coach, Consultora de Carreira, Especialista em RH, Orientadora Vocacional, Colunista de Carreira & Comportamento. CRP: 06/74914

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