Empresa exige muito e paga pouco?

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No momento atual porque a empresa tem se exigido tantas qualificações para cargos que não usará tudo o que é exigido? Alguns anúncios exigem excel avançado e inglês fluente por exemplo para uma vaga de auxiliar administrativo onde a pessoa ficará apenas lançado e emitindo notas fiscais.

Resposta: Vou ser muito honesta com você. Infelizmente, muitas empresas têm sim se apoiado na crise, que trouxe grande demanda de profissionais desempregados, para cobrarem muito e pagarem pouco. Lamentável, mas, acontece.

Não são todas? Não, de maneira alguma. Empresas estruturadas têm uma área dentro de RH chamada de Remuneração & Benefícios (com algumas variáveis na nomenclatura) que cuida de perto do tema. Ou seja, não se pode sair pagando ou dando benefícios sem que estes não estejam alinhados com a política aprovada anteriormente.

Grandes e éticas empresas não se aproveitam do momento econômico ou político para desvalorizarem as pessoas, pois, já aprenderam que é por meio delas que os melhores resultados são alcançados.

É fato que, com a força da Psicologia Positiva no Brasil, apoiando processos nas organizações, estas já entenderam que funcionário feliz produz melhor.

Sabe, já há empresas especializadas em benefícios flexíveis (embasados em legislação, claro) que apoiam as empresas a oferecerem atrativos de acordo com cada colaborador. Exemplificando, um colaborador pode optar por não ter o plano de saúde, trocando-o por outro benefício, sem a obrigatoriedade de toda a área que ele trabalha, fazer o mesmo.

Você vai pensar que isso só acontece em empresas de grande porte, mas isso não é verdade, muitas de médio e até pequeno porte já estão mudando a forma como lidam com os colaboradores, flexibilizando algumas coisas, ouvindo muito mais e compreendendo a importância de ter times felizes e satisfeitos! Produzindo, portanto!

Também entendo, ainda que não concorde, que algumas empresas contratam uma pessoa com mais experiência para um cargo de menor porte, pensando em promovê-lo com o tempo, adequando-o a um salário melhor.

Fato é: você deseja, para sua carreira, trabalhar em uma empresa que valoriza pessoas? Se você respondeu sim, talvez uma empresa que se aproveite da crise não seja a melhor opção.

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Luciane Vecchio
Psicóloga Clínica, Master Coach, Consultora de Carreira, Especialista em RH, Orientadora Vocacional, Colunista de Carreira & Comportamento
CRP: 06/74914

Luciane Vecchio

Autor: Luciane Vecchio

Psicóloga Clínica, Master Coach, Consultora de Carreira, Especialista em RH, Orientadora Vocacional, Colunista de Carreira & Comportamento. CRP: 06/74914

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