O que fazer para manter o equilíbrio emocional no trabalho?

O que fazer para manter o equilíbrio emocional no trabalho?

 

Seguem algumas dicas sobre o que você pode fazer para manter o equilíbrio emocional no trabalho!

 

1. Concentre-se nas metas e objetivos que deseja alcançar nos próximos 3 meses em relação à carreira e vá dando sequência nesta atividade, pensando em 6 meses, 1 ano, 5 anos. Ter esta organização fará com que os monstros e medos tenham o tamanho certo e o estresse poderá ser melhor controlado, pois, você conseguirá estabelecer pequenos passos para chegar aonde deseja. Esta atitude reforçará a sua determinação, autoconfiança e foco, aumentando a força que precisa para lidar com a ansiedade.

 

2. Busque formas (seja terapia, coaching, mentoria ou outras) para desenvolver autoconhecimento. Dessa maneira, suas escolhas estarão mais alinhadas aos seus valores e as emoções, conhecidas e controladas. Autoconhecimento também permite que se treine os pensamentos, reforçando imagens e conceitos mais positivos. Dessa maneira, lidar com os colegas mais difíceis, as situações mais complexas, o chefe estressado e a grande demanda de trabalho, ficará mais fácil. Quanto mais a inteligência emocional é desenvolvida, mais seguro você se sentirá para conduzir a vida!

 

3. Reveja quais crenças limitantes e emoções mal resolvidas estão te paralisando e quais conceitos precisa mudar para ser mais feliz no trabalho. Repense sua trajetória, faça mais cursos, se atualize, revise seu currículo, pratique networking e renove os ares. Assim, será mais fácil não se acomodar e se entregar ao estresse.

 

4. Encontre seu propósito para que sua motivação seja renovada diariamente, afinal, quando sabemos aonde queremos chegar e vemos sentido na vida, o caminho fica mais leve. Algumas pessoas estão infelizes, pois, se acomodaram na situação de trabalho atual e estão sem perspectivas de crescimento e desenvolvimento. Não se feche na sua área ou segmento de atuação, participe de fóruns, comunidades ou grupos, visando expandir sua visão de mundo e competências!

 

5. Se reinvente, usando as dificuldades como degraus para exercer a criatividade; encare as mudanças como algo positivo. Tire projetos da gaveta e do papel, busque parceiros e apoio. Sempre digo que não há só o plano B, mas um alfabeto todinho à disposição!

 

6. Tenha coragem! Deixe de lado aquele plano que você tem insistido, mas não tem dado frutos. Abandone o que não traz resultado e tenha fôlego para começar mais uma vez! Que tal pedir aquele aumento, retomar o curso de inglês, turbinar o excel? Quando nos sentimos mais preparados, a ansiedade fica controlada e conseguimos nos sentir mais seguros para encarar o dia a dia corrido!

 

7. Cuide de si mesmo, comece aquela aula de yoga, a caminhada no bairro, o grupo de dança, o pilates, a corrida. Supere os primeiros dias e a preguiça, quando você começar a colher os benefícios nunca mais vai deixar de olhar para si mesmo! Cuidando de si mesmo, da alimentação e da mente, o estresse ficará controlado e certamente isso se refletirá no seu comportamento no trabalho e na carreira, em geral. Quando nos amamos, conseguimos lidar melhor com os períodos difíceis.

 

7. Desenvolva empatia e escuta ativa, compreendendo o outro, tornando-se mais sensível às suas emoções e necessidades. Estabeleça alianças e parcerias no trabalho, pessoas que possam te ensinar, apoiar e com as quais você consiga trocar ideias e ser “alimentado”.

 

8. Aprenda, definitivamente, a negociar e a não fugir de conversas difíceis. Desenvolver essa competência lhe fará avançar alguns passos no dia a dia do trabalho, agindo de maneira mais tranquila, controlando a ansiedade que toda a carga de trabalho traz.

 

O que tem contribuído para o aumento da incidência de problemas de origem psicológica/emocional entre os profissionais?

 

Certamente estamos em um mundo cercado de exigências, excesso de demanda de atividades e responsabilidades, bem como de informações.

 

A todo instante somos cobrados para termos mais performance, abraçarmos mais tarefas, sermos pessoas melhores, mais ágeis. Isso tudo aliado à falta de autoconhecimento é a receita ideal para sermos dominados pelo estresse, ansiedade e até síndromes mais graves.

 

Temos que encontrar o meio termo entre produzir e saber relaxar, performar e reconhecer nossos limites. Dessa forma, seremos mais saudáveis, compreendendo à qual demanda devemos responder e quais devem ser postas de lado.

Afinal, não somos super-heróis e até eles têm suas fraquezas!

 

Quando os quadros de estresse excessivo, ansiedade e até mesmo de Burnout são identificados, o que os profissionais devem fazer? E as empresas?

 

Empresas devem treinar seus líderes e estes, espontaneamente, buscar informações sobre como identificar e lidar com essas demandas.

 

Líderes que conhecem seus colaboradores conseguem identificar rapidamente mudanças de comportamento.

 

As empresas têm que criar mecanismos para se aproximarem dos seus colaboradores, fornecendo total apoio. A valorização da experiência do colaborador está em alta e não deve ser um modismo passageiro, mas algo que permite que as empresas entendam também como anda a saúde mental dos seus funcionários, podendo implantar ações mais efetivas e voltadas à realidade.

 

Além disso, empresas, líderes e liderados devem estreitar a comunicação, visando criar uma rede que detecte rapidamente estas situações, encaminhando para o tratamento correto. Doenças emocionais não podem e não devem ser tabu nas organizações, mas, amplamente discutidas por todas as áreas, para que as pessoas se sintam acolhidas. Desmitificar as doenças mentais é importantíssimo!

 

Colaboradores que sentirem que estão entrando em quadros mais graves de estresse ou ansiedade devem buscar ajuda, ainda que, inicialmente, externa, agendando uma consulta médica ou psicológica, não deixando passar ou adiando o cuidado com suas emoções. Afinal, quando identificadas no início, estas síndromes podem ser tratadas com mais agilidade e eficácia!

 

Se no trabalho um colega está passando por uma situação difícil, por quê não se aproximar dele e tentar ajuda? Todos seremos mais felizes e saudáveis se conseguimos olhar os outros com mais compaixão e gentileza, seja no ambiente de trabalho ou fora dele!

 

 

_____________________

Luciane Vecchio

Psicóloga Clínica, Master Coach - Associada/Franqueada SBCoaching®, Especialista em RH, Carreira & Negócios, Colunista de Carreira & Comportamento

CRP: 06/74914

Luciane Vecchio

Luciane Vecchio

Psicóloga, Master Coach, Especialista em RH, Consultora de Carreira, Orientadora Vocacional, Colunista de Carreira, Psicologia & Comportamento para sites e rádios.

[email protected]
https://www.linktr.ee/lucianevecchio